quinta-feira, 24 de abril de 2014
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
MATERIAL DE CLASSE – DIP/FADIR/PUCRS – PROF. RICARDO KOBOLDT DE ARAUJO
material
de Classe – DIP/FADIR/PUCRS – Prof. Ricardo Koboldt de Araujo
1) Um contrato de financiamento, entre uma empresa brasileira e um Banco
comercial holandês com filial em Londres, acaba de ser assinado pelos
representantes legais das partes em Londres. Como garantia, a empresa
brasileira deu em hipoteca dois imóveis situados no Brasil. O contrato nada
dispõe sobre a lei aplicável ao mesmo, limitando-se a indicar Londres como foro
competente para as disputas que vierem a surgir entre as partes.
Segundo o
disposto na legislação brasileira, a lei aplicável a esse contrato é a: a)
de Londres, em razão da cláusula de foro; b) de Londres, por ser o local em que
o contrato foi concluído; c) da Holanda, por ser a sede do proponente; d)
brasileira, porque as garantias contratuais estão no Brasil; e) brasileira, por
ser o domicílio do devedor.
2) Os elementos de conexão
brasileiros constituem parte da norma do direito internacional privado que
determina o ordenamento jurídico a ser aplicado a determinada causa. Assinale a
opção correspondente à correta correlação entre fato(s) jurídico(s) e elemento
de conexão na Lei de Introdução do Código Civil: a) situação do regime de bens —
nacionalidade dos cônjuges; b) qualificação e regulação das obrigações —
domicílio dos contratantes;c) formalidades de celebração e impedimentos do
casamento — nacionalidade dos nubentes; d) personalidade e capacidade —
domicílio da pessoa; e) penhor — local do bem.
3) A
sociedade empresária do ramo de comunicações A Notícia Brasileira, com sede no
Brasil, celebrou contrato internacional de prestação de serviços de informática
com a sociedade empresária Santiago INFO, com sede em eleição pelas partes
Santiago, se porventura houver a necessidade de resolução de litígio entre as
partes.
Diante da situação exposta, à luz das regras de Direito Internacional
Privado veiculadas na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB)
e no estatuto processual civil pátrio (Código de Processo Civil – CPC),
assinale a alternativa correta. a) No tocante à regência das obrigações previstas no contrato,
aplica-se a legislação chilena, já que Santiago foi eleito o foro competente
para se dirimir eventual controvérsia; b) Nos contratos internacionais, a lei
que rege a capacidade das partes pode ser diversa da que rege o contrato. É o
que se verifica no caso exposto acima; c) Como a execução da obrigação avençada
entre as partes se dará no Brasil, aplica-se, obrigatoriamente, no tocante ao
cumprimento do contrato, a legislação brasileira; d) A Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro veda expressamente o foro de eleição, razão pela
qual é nula ipso jure a cláusula estabelecida pelas partes nesse
sentido.
4) Pelas regras de direito
internacional privado brasileiras, um contrato entre duas empresas brasileiras,
assinado em Nova York, com previsão de cumprimento no Brasil e cláusula de foro
indicando São Paulo como foro exclusivo do contrato, é regido pela lei: a) brasileira, por ser o local de
cumprimento da obrigação principal; b) brasileira, por ser o foro exclusivo do
contrato; c) brasileira, por
ser a nacionalidade comum das empresas contratantes; d) norte-americana, por
ser o local de assinatura do contrato; e) norte-americana, apenas com relação à
forma e às formalidades.
5) Em janeiro de 2003,
Martin e Clarisse Green, cidadãos britânicos domiciliados no Rio de Janeiro,
casam-se no Consulado-Geral britânico, localizado na Praia do Flamengo. Em
meados de 2010, decidem se divorciar. Na ausência de um pacto antenupcial,
Clarisse requer, em petição à Vara de Família do Rio de Janeiro, metade dos
bens adquiridos pelo casal desde a celebração do matrimônio, alegando que o
regime legal vigente no Brasil é o da comunhão parcial de bens. Martin, no
entanto, contesta a pretensão de Clarisse, argumentando que o casamento foi
realizado no consulado britânico e que, portanto, deve ser aplicado o regime
legal de bens vigente no Reino Unido, que lhe é mais favorável. Com base no
caso hipotético acima e nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
assinale a alternativa correta. a) O juiz brasileiro não poderá conhecer e
julgar a lide, pois o casamento não foi realizado perante a autoridade
competente; b) Clarisse tem razão em sua demanda, pois o regime de bens é
regido pela lex domicilli dos nubentes e, ao tempo do casamento, ambos
eram domiciliados no Brasil; c) Martin tem razão em sua contestação, pois o
regime de bens se rege pela lei do local da celebração (lex loci
celebrationis), e o casamento foi celebrado no consulado britânico; d) O
regime de bens obedecerá à lex domicilli dos cônjuges quanto aos bens
móveis e à Lex rei sitae (ou seja, a lei do lugar onde estão) quanto aos
bens imóveis, se houver.
6) Considerando a legislação brasileira relativa à competência
jurisdicional nas relações jurídicas com elemento estrangeiro, as cartas
rogatórias e a homologação de sentenças estrangeiras, assinale a opção correta:
a) Tanto a autoridade judiciária brasileira quanto a autoridade do país de
origem do autor da herança, se este for estrangeiro, têm competência para
proceder a inventário e partilha de bens situados no Brasil; b) A homologação
de sentença estrangeira no Brasil, cuja natureza é jurisdicional, pode ser
concedida a sentença de qualquer natureza, com exceção das que sejam meramente
declaratórias do estado das pessoas; c) A carta rogatória obedecerá, quanto à
admissibilidade e ao modo de cumprimento, ao disposto na lei brasileira,
devendo ser remetida aos juízes ou tribunais estrangeiros por contato direto
entre as autoridades judiciárias dos Estados envolvidos; d) Não conhecendo a
lei estrangeira, o juiz brasileiro não pode exigir da parte que a invoque o
fornecimento de prova do seu texto e vigência, mas, sim, solicitar às
autoridades de outro Estado os elementos de prova ou informação sobre o texto,
sentido e alcance legal de seu direito; e) A competência jurisdicional
brasileira é territorial-relativa e incide sobre o estrangeiro domiciliado no
país, sendo competente também o juiz brasileiro quando a obrigação tiver de ser
cumprida no Brasil e quando a ação se originar de fato ocorrido ou de ato
praticado no território nacional.
7) Em junho de 2009, uma
construtora brasileira assina, na Cidade do Cabo, África do Sul, contrato de
empreitada com uma empresa local, tendo por objeto a duplicação de um trecho da
rodovia que liga a Cidade do Cabo à capital do país, Pretória. As contratantes
elegem o foro da comarca de São Paulo para dirimir eventuais dúvidas. Um ano
depois, as partes se desentendem quanto aos critérios técnicos de medição das
obras e não uma ação rescisória com o objetivo de colocar termo ao contrato.
Com relação ao caso hipotético acima, é correto afirmar que: a) o Poder Judiciário brasileiro
não é competente para conhecer e julgar a lide, pois o foro para dirimir
questões em matéria contratual é necessariamente o do local onde o contrato é
assinado; b) o juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá
basear sua decisão na legislação sul-africana, pois os contratos se regem pela
lei do local de sua assinatura; c) o juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a
lide, mas deverá basear sua decisão na legislação brasileira, pois um juiz
brasileiro não pode ser obrigado a aplicar leis estrangeiras; d) o juiz
brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá se basear na legislação brasileira,
pois em litígios envolvendo brasileiros e estrangeiros aplica-se a lex fori.
8) Said, residente e domiciliado no
Brasil. Said negou o requerido e não reconheceu Mohamed como filho, alegando
que, perante a Tunísia, país no qual ambos nasceram, somente são reconhecidos
como filhos os concebidos no curso do matrimônio.
A partir dessa situação
hipotética, assinale a opção correta: a) A
reserva da ordem pública não está expressa na Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro; b) O juiz, ao julgar a referida relação jurídica, deve
obedecer à lei da Tunísia; c) Nesse caso, não se aplicam normas de ordem
pública, pois se trata de relação jurídica de direito internacional privado, e
não, de direito internacional público; d) O juiz não deverá aplicar, nessa
situação, o direito estrangeiro; e) A lei brasileira assemelha-se à da Tunísia,
razão pela qual esta deverá ser aplicada.
9) Jogador de futebol de um
importante time espanhol e titular da seleção brasileira é filmado por um
celular em uma casa noturna na Espanha, em avançado estado de embriaguez. O
vídeo é veiculado na internet e tem grande repercussão no Brasil. Temeroso de
ser cortado da seleção brasileira, o jogador ajuíza uma ação no Brasil contra o
portal de vídeos, cuja sede é na Califórnia, Estados Unidos.
O juiz
brasileiro: a) não é
competente, porque o réu é pessoa jurídica estrangeira; b) terá competência
porque os danos à imagem ocorreram no Brasil; c) deverá remeter o caso, por
carta rogatória, à justiça norte- americana;d) terá competência porque o autor
tem nacionalidade brasileira.
10)
Considere as seguintes afirmativas:
1. Para os fins legais, é considerada
sociedade estrangeira aquela em que o sócio majoritário possua sede ou
domicílio em país diverso do Brasil.
2. No regime de direito internacional
privado brasileiro, a sanção da fraude à lei é a invalidade do negócio
jurídico, vez que não pode surtir efeitos em território nacional.
3. De
acordo com o atual regime do processo civil brasileiro, admite-se que, havendo
procedimento judicial em trâmite no Brasil, desde que já efetuada a citação, é
possível obstar a homologação de sentença estrangeira alegando-se
litispendência.
4. No que concerne aos contratos internacionais, pode-se
afirmar que é dispensável o registro e consularização de contratos celebrados
em países estrangeiros para que produzam efeito, no Brasil, entre as partes.
5. O principal objeto do direito internacional privado é a uniformização
legislativa entre os diferentes países, indispensável em tempos de globalização
econômica.
Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa 1 é
verdadeira; b) Somente a afirmativa 4 é verdadeira; c) Somente as afirmativas 2
e 3 são verdadeiras; d)
Somente as afirmativas 1 e 5 são verdadeiras; e) As afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5
são verdadeiras.
JURISDICÁO E COMPETÊNCIA INTERNACIONAL
DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO
Material de Classe - Ricardo Koboldt de Araújo
JURISDICÁO E COMPETÊNCIA INTERNACIONAL
1) Um jato privado,
pertencente a uma empresa norte-
americana, se envolve em um
incidente que resulta na queda
de uma aeronave comercial brasileira em território brasileiro,
provocando dezenas de mortes. A família de uma das vítimas
brasileiras inicia uma ação no Brasil contra a empresa norte-
americana, pedindo danos materiais e
morais. A empresa norte-americana alega que a competência para julgar o caso é
da justiça americana.
Segundo o direito brasileiro, o juiz brasileiro :
a)
tem competência concorrente porque o
acidente ocorreu em território brasileiro.
b)
não tem competência concorrente porque
o réu é empresa estrangeira que não opera no Brasil.
c)
não tem competência, absoluta ou
relativa, e deverá
remeter o caso, por carta rogatória, à justiça americana.
d)
tem competência concorrente porque a
vítima tinha nacionalidade brasileira.
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2) Situação I: Bernardo, juiz federal, recebeu carta
rogatória da França para ouvir o depoimento de testemunha brasileira de roubo
ocorrido em Paris.
S
ituação II: Michelle, juíza francesa, recebeu carta
rogatória do Brasil para citar Manoel, brasileiro residente em Paris, em
processo de divórcio em curso no Brasil.
Sabendo que o magistrado nacional
pode aplicar direito estrangeiro quando executar sentença estrangeira ou quando
cumprir carta rogatória, assinale a opção correta acerca das situações
hipotéticas apresentadas acima:
a) Na primeira situação, perante a justiça brasileira,
a hipótese é de carta rogatória ativa.
b) Em ambas as situações, perante a justiça
brasileira, a hipótese é de carta rogatória passiva.
c) Na segunda situação, perante a
justiça brasileira, a hipótese é de carta rogatória passiva.
d) Na primeira
situação, perante a justiça francesa, a hipótese é de carta rogatória ativa.
e) Na segunda
situação, perante a justiça francesa, a hipótese é de carta rogatória ativa.
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3) Duas empresas, uma brasileira e uma uruguaia,
assinam no Brasil um contrato de compra e venda e concordam em submeter
eventuais divergências às Cortes de Montevidéu, no Uruguai. Essa cláusula de
foro
a)
não é válida, porque o artigo 88 do CPC é uma norma de ordem pública.
b)
não é válida, porque importaria a negativa de acesso à justiça brasileira.
c)
não é válida, pois empresas brasileiras não se podem submeter a uma jurisdição
estrangeira.
d) é válida,
porque o Brasil é signatário da Convenção da Haia de 2005 sobre cláusula de
foro.
e) é válida, porque, entre empresas do
Mercosul, se aplica o Protocolo de Buenos Aires sobre o tema.
______________________________________________________________________________________
4) Considerando a legislação brasileira relativa à
competência jurisdicional nas relações jurídicas com elemento estrangeiro, as
cartas rogatórias e a homologação de sentenças estrangeiras, assinale a opção
correta.
a) Tanto a
autoridade judiciária brasileira quanto a autoridade do país de origem do autor
da herança, se este for estrangeiro, têm competência para proceder a inventário
e partilha de bens situados no Brasil.
b) A homologação de sentença estrangeira
no Brasil, cuja natureza é jurisdicional, pode ser concedida a sentença de
qualquer natureza, com exceção das que sejam meramente declaratórias do estado
das pessoas.
c) A carta rogatória obedecerá, quanto à
admissibilidade e ao modo de cumprimento, ao disposto na legislação brasileira,
devendo necessariamente ser remetida aos juízes ou tribunais estrangeiros por
contato direto entre as autoridades judiciárias dos Estados envolvidos.
d) Não conhecendo a lei estrangeira, o
juiz brasileiro não pode exigir da parte que a invoque o fornecimento de prova
do seu texto e vigência, mas, sim, solicitar às autoridades de outro Estado os
elementos de prova ou informação sobre o texto, sentido e alcance legal de seu
direito.
e) A competência jurisdicional brasileira é
territorial-relativa e incide sobre o estrangeiro domiciliado no país, sendo
competente também o juiz brasileiro quando a obrigação tiver de ser cumprida no
Brasil e quando a ação se originar de fato ocorrido ou de ato praticado no território nacional.
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5) Jogador de futebol de um importante time espanhol e
titular da seleção brasileira é filmado por um celular em uma casa noturna na
Espanha, em avançado estado de embriaguez. O vídeo é veiculado na internet e
tem grande repercussão no Brasil. Temeroso de ser cortado da seleção
brasileira, o jogador ajuíza uma ação no Brasil contra o portal de vídeos, cuja
sede é na Califórnia, Estados Unidos.
O juiz brasileiro:
a) não é
competente, porque o réu é pessoa jurídica estrangeira.
b) terá competência porque os danos à imagem ocorreram no Brasil.
c) deverá remeter o caso, por carta rogatória, à justiça norte-
americana.
d) terá competência porque o autor tem
nacionalidade brasileira.
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6) Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa
correta.
I. A delibação é um sistema jurídico de homologação
de sentença estrangeira que tem fundamento na cortesia internacional pela qual
a sentença estrangeira é reapreciada e examinada quanto ao mérito e à sua
forma.
II. O procedimento a ser seguido para a homologação
de sentença estrangeira é, segundo a norma do Código de Processo Civil, o do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
III. Segundo o entendimento majoritário do tribunal
competente para a homologação de sentença estrangeira, contra essa é passível
de arguição como defesa apenas a questão relativa à observância dos requisitos
para a homologação, sendo vedado à arguição versar sobre outras questões.
IV. Havendo tramitação de duas ações idênticas
paralelamente (competência concorrente) na jurisdição estrangeira e jurisdição
nacional e ocorrendo o trânsito em julgado da sentença estrangeira e sua
homologação no Brasil, deverá ser extinto o processo no Brasil pela ocorrência
de coisa julgada estrangeira.
V. Poderá ser homologada pelo tribunal
competente do Brasil a sentença estrangeira já transitada em julgado relativa a
sucessão mortis causa que dispõe sobre bem imóvel situado no Brasil.
a) Está correta apenas a assertiva III.
b) Está correta apenas a assertiva IV.
c) Estão corretas apenas as assertivas I e II.
d) Estão corretas
apenas as assertivas I e IV.
e) Estão
corretas apenas as assertivas II e III.
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7) Um contrato internacional, assinado em Nova York, é
garantido por fiança pessoal de dois acionistas brasileiros da empresa,
domiciliados em São Paulo. Iniciada a execução por falta de pagamento no
Brasil, os fiadores alegam a incompetência da justiça brasileira. Nesse caso, a
justiça brasileira
a)
é competente em razão da nacionalidade brasileira dos fiadores.
b)
é competente por serem os devedores domiciliados no Brasil
c) será
competente apenas se a obrigação principal tiver que ser cumprida no Brasil.
d) não tem competência sobre
contratos internacionais regidos por regras de direito alienígena.
e) não tem competência porque o contrato não foi
assinado no Brasil.
__________________________________________________________
8) Empresa brasileira, ao final de uma dura negociação
de um contrato com uma empresa francesa, concorda em incluir no referido
contrato uma cláusula arbitral. A sede da arbitragem será no Brasil, e as
regras escolhidas são as da Câmara de Comércio Internacional - CCI. Poucas
semanas depois da assinatura do contrato, a empresa brasileira descobre que
algumas informações prestadas pela empresa francesa quanto à sua capacidade
financeira, incluídas como exigências no contrato, não estavam corretas.
Imediatamente, tem início uma ação na justiça brasileira contra a filial
brasileira da empresa francesa contratante. O juiz a quem for distribuído o
processo
a) deve julgá-lo
normalmente, pois há competência da justiça brasileira, nesse caso, à luz do
artigo 88 do Código de Processo Civil.
b) deve extinguir a causa sem julgamento
do mérito, em razão da existência e da autonomia da cláusula arbitral.
c) deve encaminhar o pedido à Câmara de
Comércio Internacional de Paris, por meio de carta rogatória ativa.
d) deve extinguir a causa sem julgamento do
mérito, pois a filial da empresa francesa não é parte integrante do contrato.
e) pode solicitar informações sobre a
idoneidade da empresa francesa, por meio do auxilio direto, antes de decidir
sobre a sua competência
______________________________________________________________________________________
9) Assinalar a alternativa
correta.
a) A competência internacional do juiz brasileiro para
julgar demanda civil de estrangeiros domiciliados no Brasil é exclusiva e
absoluta.
b) A competência internacional do juiz brasileiro para
julgar demanda civil de estrangeiros domiciliados no Brasil é relativa e
concorrente.
c) A competência internacional do juiz brasileiro é
relativa para julgar ação que verse sobre imóvel situado no Brasil.
d) A competência internacional do juiz brasileiro é
absoluta quando a ação se origina de fato ocorrido no Brasil ou de ato nele
praticado.
_____________________________________________________________________________
10) Assinale a alternativa
CORRETA:
a) A sentença estrangeira derivada de reconhecimento
de direito oriundo de dívida de jogo não pode ser homologada pelo Superior
Tribunal de Justiça.
b) O Estatuto do Estrangeiro, Lei nº 6.815/80,
excepciona, dentre as hipóteses de dispensa de homologação de sentença
estrangeira, a de quando existir tratado internacional autorizando a imediata
exeqüibilidade do ato judicial alienígena em território nacional;
c) A sentença estrangeira proferida por juiz
estrangeiro incompetente pode ser homologada pelo Superior Tribunal de Justiça;
d) A
tradução feita por profissional juramentado para o fim de homologação de
sentença estrangeira é dispensável quando a autoridade judicial brasileira
declara pleno conhecimento do idioma constante do documento.
11) Assinale a alternativa
CORRETA.
a) É passível de homologação a sentença estrangeira
que, em processo de sucessão mortis causa, dispôs sobre bem imóvel situado no
Brasil;
b) A ação judicial promovida perante tribunal
estrangeiro não induz litispendência nem obsta a que a autoridade brasileira
conheça da mesma causa e das que lhes são conexas;
c) Compete aos Tribunais Regionais Federais o
julgamento de recurso ordinário interposto contra sentença proferida em
processo em que forem partes Estado estrangeiro, de um lado, e, do outro,
Município brasileiro;
d) Compete ao Superior Tribunal de Justiça o
julgamento de extradição solicitada por Estado estrangeiro.
_____________________________________________________________________________
12) Será executada no Brasil a
sentença proferida no estrangeiro:
a) que tiver sido proferida por juiz competente e que
versar sobre contrato firmado no Brasil.
b) que tiver passado em julgado as partes tiverem sido
citadas pessoalmente por oficial de justiça, por carta ou por edital.
c) que tiver passado em julgado no país estrangeiro e
que esteja revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em
que foi proferida e também no Brasil.
d) em que as partes intervenientes tenham sido
citadas, que tenha sido homologadas pelo Supremo Tribunal Federal que verse
sobre contrato firmado no Brasil.
e) que tiver sido proferida por juiz competente em que
as partes tiverem sido citadas ou se verificado legalmente a revelia, que tiver
passado em julgado e estiver revestida das formalidades necessárias para a
execução no lugar que foi proferida e que tiver sido homologada pelo Supremo
Tribunal Federal e estiver traduzida por intérprete autorizado.
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